DICA DE MOTIVAÇÃO - QUEIME SEUS NAVIOS

DICA DE MOTIVAÇÃO - QUEIME SEUS NAVIOS

Outro dia um concurseiro leitor do blog mandou um e-mail pedido uma dica para manter a motivação para estudar e lutar na guerra dos concursos públicos em alta. Como esse tipo de coisa é muito séria, meditei bastante sobre o assunto e então, ontem, de estalo, me veio à mente uma ótima dica:

QUEIME SEUS NAVIOS!

Não, gente, não endoidei, não. Explico. Nos Estados Unidos a expressão “burn the ships” (queime os navios) é explicada com a seguinte historinha. Quando o conquistador espanhol Hernando Cortez aportou no México, uma das primeiras ordens que ele deu após montarem acampamento na praia foi para que seus homens tocassem fogo nos navios que os havia trazido da Espanha. Cortez fez isso porque estava tão comprometido com sua missão de encontrar tesouros na terra recém descoberta para os reis da Espanha, que não quis permitir que ele mesmo ou seus homens tivessem uma opção de voltar para a Europa sem cumprir a missão. Queimando os navios, Cortez eliminou essa possibilidade, forçando a si mesmo e a seus homens a focarem na missão e fazerem tudo o que fosse necessário para cumpri-la.

É muito tentador o pensamento de largar tudo e voltar para o conforto e segurança que se tinha antes de se tornar concurseiro quando deparamos com as dificuldades e desafios que essa guerra nos impõe a todo momento. Para evitar que nos deixemos levar por essa opção fácil e nos afastar de nossa meta de posse em um cargo público, temos de fazer como Cortez e tacar fogo nos nossos navios, naquelas coisas que podem nos servir como rota de fuga quando fraquejarmos e querermos abandonar nossas metas. Se não tivermos essas rotas de fuga, somos compelidos a continuar seguindo em frente, pois não temos para onde voltar.

Sacaram a coisa, uma das chaves para o sucesso na guerra dos concursos públicos é não termos rotas de fuga. E o que seriam essas rotas de fuga? Podem ser várias coisas, como nos contentarmos com um empreguinho na iniciativa privada, nos contentarmos com os primeiros concursos em que tivermos sucesso, nos contentarmos em viver à sombra de alguma outra pessoa, e por aí vai.............................................................................................

Não entendam que estou dizendo que devemos literalmente tacar fogo em nossas coisas, não é isso. Se você trabalha e estuda para concursos, não vá pedir demissão e mandar seu chefe à puta que pariu. Se você tem um pequeno negócio, mas quer ser servidor público, não vá fechar as portas assim que terminar de ler esse artigo. A coisa é mental, não material. Devemos tocar fogo nessas rotas de fuga, isso sim, dentro de nossas cabeças, de nossas mentes. É uma questão de não acreditar mais em opções que não sejam o sucesso.

Um exemplo prático vem a calhar. Vejamos. Digamos que seja publicada hoje minha nomeação para um dos cargos em que prestei concurso e fiquei bem colocado. Daqui a algumas semanas entro em exercício e a vida melhora 200%. Só que é um cargo de nível médio, não é meu objetivo em termos concurseiros, quero mais que isso, quero um cargo de nível superior com remuneração acima de R$10 mil. A concorrência é dura, tenho de estudar o dobro que estudo hoje em ¼ do tempo que tenho disponível diariamente para estudar. Qual é minha rota de fuga nessa situação? Pensar assim, “já estou empossado, do meu cargo ninguém me tira, ganho razoavelmente bem, posso ficar por aqui mesmo e ser razoavelmente fez até o final da vida”. Sacaram agora? Então terei de tacar fogo nesse navio, nessa rota de fuga. Como farei isso? Simples, passarei a pensar assim, “vou assumir que esse cargo é temporário e que em dois anos serei mandado embora, terei esse tempo para ser aprovado em outro concurso para um cargo muito melhor”.

Resumo da ópera – Quer se sentir motivado? Então queime seus navios e não tenha outra opção possível senão o sucesso. Eu queimei meus navios quando comecei a estudar para concursos públicos. Ainda não venci, mas estou perto. A luta tem sido dura, sangrenta, dolorosa, mas continuo lutando por que não me resta opção, ou luto, luto, não tenho alternativa. No meio militar, desde milhares de anos atrás, é sabido que o soldado mais perigoso é aquele que não tem nada a perder, é aquele que está sem opções, é aquele que se vê diante de uma escolha simples, lutar até vencer, ou lutar até morrer ... eu estou nessa guerra para lutar até vencer, nem morrer é uma opção, por que também queimei essa rota de fuga, esse navio.

Charles Dias é o Concurseiro Solitário.
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